Imagem: Divulgação

O ócio mais recente, causado pela quarentena contra o coronavírus, fez ressurgir a fama do FaceApp, aplicativo que provoca a transformação do rosto do usuário em outro gênero ou em uma versão mais velha. Mas parece que a plataforma é mais perigosa do que se pensa.

De acordo com Luiz Augusto D’Urso, advogado e professor especialista em Direito Digital e Cibercrimes, o aplicativo está envolvido em várias polêmicas pelo mundo justamente por conta da obtenção indevida de dados pessoais dos usuários e que até o FBI entrou na investigação.

“Quando você instala, utiliza e aceita seus termos de uso, autoriza esse App a coletar e utilizar muita informação sigilosa e pessoal, como sua foto, analisar seus dados de navegação, colher diversas informações do seu celular, dentre outras cláusulas extremamente abusivas. O FBI investiga tal aplicativo e o próprio PROCON já notificou o App no final do ano passado. Não voltem a utilizá-lo”, explicou o especialista.

A grande maioria dos aplicativos desta finalidade tem por objetivo o lucro, uma vez que os serviços são gratuitos para baixar, eles oferecem vendas e propagandas durante seu uso. Porém, nas entrelinhas dos termos de uso, pode-se estar autorizando que o aplicativo obtenha informações que possam ser úteis para direcionamento de propagandas conforme o perfil do usuário, por exemplo.

Lembre-se: Não existe almoço grátis.

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