Imagem: Tecpar

O Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) completou nesta semana a marca de 1 milhão de testes produzidos para o Ministério da Saúde para diagnóstico da Covid-19. Os kits de testes moleculares (RT-PCR), considerados padrão ouro pela Organização Mundial da Saúde (OMS), são produzidos na planta do IBMP em Curitiba, localizada no Parque Tecnológico do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e visam atender à demanda de testagem no Sistema Único de Saúde (SUS).

O IBMP é formado a partir de um consórcio tecnológico entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Tecpar e a Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Governo do Estado.

O fornecimento dos kits ao Ministério da Saúde é feito por meio da Fiocruz, que ficou responsável por disponibilizar 11 milhões de testes, que são produzidos no IBMP e no Instituto de Bio-Manguinhos, no Rio de Janeiro, que pertence à fundação.

Até o fim de maio, o IBMP vai produzir 2,2 milhões de testes, que são distribuídos aos laboratórios dos estados pelo próprio ministério.

Com quase dez anos de pesquisa e desenvolvimento de diagnósticos para doenças infectocontagiosas, como zika e dengue, o IBMP iniciou em janeiro, junto com Bio-Manguinhos, o desenvolvimento de um teste nacional para a detecção no novo coronavírus (Sars-Cov-2).

MAIS CONFIÁVEL – A gerente de produção do IBMP, Viviane Goes, explica que o teste RT-PCR é o mais confiável para detectar a Covid-19. “Foi desenvolvido por nós, junto com a Fiocruz, para atender a demanda nacional sem a necessidade de importar kits de outros países”, explica Viviane.

 “Nosso contrato prevê a entrega de 2,2 milhões de kits ao Ministério da Saúde até o fim de maio, mas estamos aptos para ampliar a produção caso haja aumento da demanda”, informa

A criação dos kits contou com apoio do Laboratório Central do Estado (Lacen), que disponibilizou as amostras de outros vírus respiratórios para fazer a validação dos testes moleculares e evitar o falso positivo para a Covid-19.

“O Lacen do Paraná é um dos laboratórios mais qualificados do Brasil. Temos uma parceria sólida, que inclusive ajudou a consolidar o processo de desenvolvimento do kit nacional”, afirma o diretor-presidente do IBPM, Pedro Ribeiro Barbosa.

O Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) completou nesta semana a marca de 1 milhão de testes produzidos para o Ministério da Saúde para diagnóstico da Covid-19. Imagem: Tecpar

AMPLIAR NO ESTADO – A instituição também é parceira do Lacen para ampliar o diagnóstico do novo coronavírus no Estado. A Unidade de Apoio para Diagnóstico da Covid-19 foi implantada em caráter emergencial no Parque Tecnológico do Tecpar para fazer mais de mil testes por dia.

“Nossa expertise é no desenvolvimento de testes, mas foi aberta, durante a pandemia, uma central analítica que recebe as amostras do Lacen, dando apoio à Secretaria de Estado da Saúde na confirmação do diagnóstico dos pacientes suspeitos de Covid-19”, afirma Barbosa.

AUMENTO – Atualmente, o Lacen consegue processar até 600 amostras por dia. Com a parceria, serão 5,6 mil, um aumento de 830%.  Além disso, o instituto também poderá contribuir com a testagem dos outros estados do Sul. “Ampliar o número de testes é importante para compreender a circulação do vírus no Estado e facilitar o controle de disseminação da doença”, explica a diretora do Lacen, Célia Fagundes Cruz.

Ela ressalta que o método usado pelo Lacen e pelos laboratórios credenciados pelo Estado são do modelo RT-PCR, o mais indicado para o diagnóstico. “Os testes rápidos não são aplicados para identificar a contaminação recente pelo vírus, mas para confirmar os anticorpos no organismo caso o paciente tenha adquirido a doença há mais tempo”, diz.

DIAGNÓSTICO MOLECULAR – O diagnóstico molecular busca identificar um fragmento do genoma do coronavírus. As amostras respiratórias são coletadas através de um aspirado da nasofaringe, ou coleta com swab triplo (uma espécie de cotonete), e são encaminhadas aos laboratórios para testagem.

Nos laboratórios, é feita a extração e purificação do material genético e, em seguida, são usados os kit de detecção. O kit produzido pela Fiocruz e pelo IBMP é composto por insumos que permitem uma amplificação exponencial de investigação do Sars-Cov-2.

A técnica utilizada é a PCR em tempo real: os laboratórios preparam os reagentes de acordo com as instruções do kit e com os treinamentos realizados, adicionam o material extraído. É possível acompanhar no equipamento, em tempo real, se há presença ou ausência dos alvos referentes ao coronavírus.

(Agência de Notícias Paraná)

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui