Por volta das 14h, a Polícia Militar foi acionada por uma equipe do Posto de Saúde do Distrito Correia de Freitas, sendo informada que havia uma pessoa em óbito em uma residência na Rua Gabriel Martins.

Uma equipe policial foi até o local e encontrou um homem, de 58 anos, em uma dependência que fica nos fundos da residência, pendurado em uma corda que estava amarrada a vigas do telhado.

Um vizinho contou que notou que as luzes da residência estavam acesas na noite anterior e que pela manhã a porta da casa aberta, momento em que acionou o seu irmão, que é cunhado da vítima.

Quando entraram na residência já encontraram o homem enforcado no local.

De acordo com os familiares, o homem tomava remédios controlados e sofria de depressão.

Uma equipe do Samu esteve no local e constatou o óbito.

O IML e a Polícia Civil foram acionados para as devidas providências.

O suicídio ocorre com maior frequência entre pessoas de 45 a 54 anos. As mulheres tem mais propensão que os homens a tentarem suicídio, porém, os homens são mais propensos que as mulheres a concluir o ato. Imagem Pixabay
O que dizem as estatísticas sobre o suicídio?

Em uma matéria publicada em setembro/2010 a revista exame falou a respeito dos números.

De acordo com as estatísticas, o suicídio ocorre com maior frequência entre pessoas de 45 a 54 anos. As mulheres tem mais propensão que os homens a tentarem suicídio, porém, os homens são mais propensos que as mulheres a concluir o ato.

Essa é uma questão séria de saúde pública, que leva a óbito cerca de 32 brasileiros por dia, mais do que o HIV ou muitos tipos de câncer, por exemplo.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o suicídio é prevenível em 90% dos casos mas, é preciso saber como preveni-lo e isso só se sabe com informação e conhecimento.

O Brasil está na contramão das estatísticas. Enquanto no mundo as taxas caem, no Brasil houve um aumento das taxas de suicídio.

Entre os adolescentes que vivem nas grandes cidades brasileiras aumentou 24% entre 2006 e 2015, informa pesquisa da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Um estudo, publicado pela Revista Brasileira de Psiquiatria, indica que o suicídio é até três vezes maior entre jovens do sexo masculino.

Sete pesquisadores da Unifesp utilizaram dados do SUS (Sistema Único de Saúde), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do Coeficiente Gini (que mede desigualdade) para chegar às conclusões.

Eles apontam a popularização da internet, as mudanças sociais no país e a falta de políticas públicas de combate ao suicídio como as principais razões para esse aumento.

Neste estudo concluiu-se que a taxa nos jovens entre 10 e 19 anos aumentou 24% nas seis maiores cidades brasileiras: Porto Alegre, Recife, Salvador, Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, enquanto cresceu 13% no interior do país.

O aumento contrasta com a evolução dos índices de suicídios no resto do mundo, que caíram 17% no mesmo período. “Estamos na contramão”, avalia Elson Azevedo, um dos autores do estudo e psiquiatra da EPM (Escola Paulista de Medicina) da Unifesp. “Em 2013, a OMS (Organização Mundial de Saúde) definiu como imperativo global que seus signatários reduzissem essas taxas em até 10% até 2020. (Fonte Revista Exame/ Set-2019)”.

Como ajudar alguém com idéias suicidas

De acordo com o Ministério da Saúde, existem orientações importantes a se fazer diante de uma pessoa com intenções suicidas:

  • Encontre um momento apropriado e um lugar calmo para falar sobre suicídio com essa pessoa. Deixe-a saber que você está lá para ouvir, ouça-a com a mente aberta e ofereça seu apoio.
  • Incentive a pessoa a procurar ajuda de profissionais de serviços de saúde, de saúde mental, de emergência ou apoio em algum serviço público. Ofereça-se para acompanhá-la a um atendimento.
  • Se você acha que essa pessoa está em perigo imediato, não a deixe sozinha. Procure ajuda de profissionais de serviços de saúde, de emergência e entre em contato com alguém de confiança, indicado pela própria pessoa
  • Se a pessoa com quem você está preocupado(a) vive com você, assegure-se de que ele(a) não tenha acesso a meios para provocar a própria morte (por exemplo, pesticidas, armas de fogo ou medicamentos) em casa.
  • Fique em contato para acompanhar como a pessoa está passando e o que está fazendo.

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