Imagem: Divulgação

No Mato Grosso a Polícia Civil está investigando um vídeo que mostra três onças pintadas mortas em uma caminhonete.

De acordo com as informações, o extermínio dos animais teria ocorrido próximo ao Rio das Mortes, em Cocalinho, que fica a 765km da capital, Cuibá.

A Polícia não confirmou a denúncia e nem sabe dizer se a imagem é recente.

De acordo com as Leis Brasileiras, matar qualquer animal silvestre é crime ambiental com pena prevista de seis meses a três anos de detenção e multa.

No vídeo, que circula pela rede, é possível ouvir a voz de uma mulher que filma as onças sobre a carroceria de uma camionete, todas mortas.

É possível ainda ouvir a mulher dizer: “Olha isso, três onças, o Carrapicho acabou de matar. Sozinho, ele e os cachorros.”

Alguém que está próximo à camionete ainda mostra as patas e os presas de uma das onças. Segundo o caçador, eram dois filhotes e a mãe. Ele disse que ficou assustado e que estava tudo em uma árvore.

O Instituto Onça-Pintada/Jaguar Conservation Fund compartilhou o vídeo das onças-pintadas mortas em sua página oficial no Facebook com a legenda: “O conflito entre onças e seres humanos tem sido uma tragédia para nosso símbolo da biodiversidade”.

Onça-pintada

A onça pintada é considerada um animal em extinção no Brasil, segundo o IBAMA, desde 2003. De acordo com o Instituto Onça-Pintada, a Amazônia é atualmente o maior refúgio da espécie.

A onça pintada pesa entre 35 e 130 quilos, e é considerado o maior felino do continente americano. Os machos são mais pesados do que as fêmeas e as onças-pintadas que vivem em florestas geralmente são menores do que as que habitam em áreas abertas como o Pantanal, no Brasil ou os Llanos, na Venezuela.

Por causa da agropecuária, seu habitat tem ficado cada vez mais restrito, e sua distribuição já reduziu em 50% no continente. Ela já está extinta em dois países dos 21 onde ocorria historicamente.

De acordo com Instituto Onça-Pintada, a espécie de felino é legalmente protegida na maioria dos países que compreendem a sua distribuição – somente na Bolívia a caça ainda é permitida; e a espécie não tem nenhuma proteção legal no Equador e Guiana (Caso et al., 2008).

Veja o vídeo exibido pela Gazeta Digital

 

(Com informações do RICMAIS)

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