O boletim epidemiológico semanal divulgado hoje (15) pela Secretaria da Saúde do Paraná registra 682 casos confirmados de dengue. O aumento em relação ao informe anterior é de 14,43%; com 86 casos a mais que na semana passada.

226 municípios do Paraná apresentam notificações para a doença e 108 têm casos confirmados.

Foz do Iguaçu teve 2 casos de dengue grave. Neste tipo de dengue, além dos sintomas clássicos, como febre e dores no corpo, os pacientes necessitam de maiores cuidados em leitos de observação ou internação.  A dengue grave apresenta sintomas como sangramentos, palidez, sudorese, dificuldade de respirar e comprometimento de alguns órgãos.

O município de Londrina mostrou nesta semana um caso de dengue com sinal de alarme. Nesta fase, o paciente apresenta sintomas como dores abdominais fortes e contínuas, vômitos persistentes e acúmulo de líquido no corpo, sinalizando  que  pode evoluir para a forma grave . Estes sinais ocorrem, geralmente, entre  o 3º e 5º dia da doença.

Dois municípios seguem em situação de epidemia; Santa Isabel do Ivaí, com 35 casos autóctones (as pessoas contraíram a doença na cidade onde moram), e Inajá, com 16 casos também autóctones.

Além disso, doze municípios seguem em situação de alerta; Uniflor e Quinta do Sol entraram para a relação nesta semana. As outras dez cidades que estão sem alerta são: Lindoeste, Juranda, Nova Cantu, Douradina, Indianópolis, São Carlos do Ivaí, Floraí, Flórida, Florestópolis e Uraí.

O município de Califórnia contabiliza 6 casos notificados, porém, nenhum confirmado.

A 16ª Regional da Saúde, onde o município de Califórnia está inserido já tem 11 municípios com 120 notificações e 12 casos confirmados, sendo 6 em Apucarana e 6 em São Pedro do Ivaí.

O Paraná totaliza 5.972 notificações para a dengue.

No período da semana 31/2019 a 41/2019, dos 399 municípios do Paraná, 89 (22,3%) tiveram ocorrência de caso autóctone, com incidência variando de 515,63 a 0,65 casos por 100.000 habitantes. São municípios da maior para a menor incidência: Inajá, Santa Isabel do Ivaí, Nova Cantu, Uniflor, Flórida, Floraí, São Carlos do Ivaí, Uraí, Florestópolis, Indianópolis, Juranda, Quinta do Sol, Lindoeste, Douradina, São Miguel do Iguaçu, Colorado, Iguaraçu, Ivatuba, Sertaneja, São Pedro do Ivaí, Andirá, Santa Mônica, Munhoz de Mello, Leópolis, Jesuítas, Santo Antônio do Paraíso, Itaguajé, Bandeirantes, São Pedro do Paraná, Fênix, Diamante do Norte, Santa Terezinha de Itaipu, Ângulo, Doutor Camargo, Arapuã, Loanda, Iporã, Tamarana, Paranacity, Medianeira, Porecatu, Nova Esperança, Lupionópolis, Ibiporã, Janiópolis, Guaraci, Jacarezinho, Santa Fé, Querência do Norte, Itambé, Umuarama, Amaporã, Guairaçá, Foz do Iguaçu, Abatiá, Cornélio Procópio, Ivaté, Terra Rica, Terra Roxa, Matelândia, Cianorte, Alto Piquiri, Mariluz, São João do Ivaí, Cruzeiro do Oeste, Itaipulândia, Altônia, Londrina, Santa Mariana, Moreira Sales, Paraíso do Norte, Peabiru, Alto Paraná, Maringá, Paiçandu, Sarandi, Cambará, Astorga, Marechal Cândido Rondon, Santa Helena, Cambé, Apucarana, Ivaiporã, Assis Chateaubriand, Matinhos, Marialva, Cascavel, Rolândia e Paranaguá.

“O Governo do Estado pede a atenção de toda a população para dengue; reforçamos semanalmente, junto com o boletim, a orientação para que todos verifiquem os recipientes que acumulam água parada em seus quintais e residências. Estes locais são propícios à formação de novos criadouros e da proliferação do mosquito transmissor da doença e, na próxima estação, com os dias ainda mais quentes, abafados e chuvosos, os casos de dengue podem aumentar ainda mais. Precisamos eliminar urgentemente os criadouros para evitarmos a dengue; está é uma missão de todos nós”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

No Estado, quase 80% dos criadouros estão nos imóveis residenciais e comerciais. “A mudança comportamental da população em relação à remoção dos criadouros é fundamental sempre e mais ainda neste momento que antecede o verão e favorece o desenvolvimento do vetor”, complementa a coordenadora de Vigilância Ambiental da SESA, Ivana Belmonte.

Os criadouros se formam em todo recipiente que acumula água parada como: pratos de vasos de plantas, lixeiras dentro e fora de casa, coletor de água e do ar condicionado, ralos, lajes, calhas e pneus velhos, entre outros.

Dengue – A dengue é atualmente a arbovirose mais prevalente no país. É transmitida pela picada do mosquito “Aedes aegypti” e apresenta como principais sintomas: febre alta com início súbito, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, náuseas e vômitos e dores nos ossos e articulações.

(Com informação da SESA)

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