ENTENDA O CASO

Depois de receber denúncias por parte do Vereador Júnior Belonci, nossa equipe produziu uma matéria, há cerca de duas semanas (em 19/9), falando sobre um vazamento na Estação de Tratamento de Esgoto de Califórnia.

Em nossa matéria fomos informados que houve uma averiguação no local onde constatou-se a presença de dejetos e líquidos de cheiro forte na água do rio, que fica próximo à Estação de Tratamento de Esgoto (E.T.E.) , obra recém construída com recursos federais da FUNASA.

A vigilância sanitária, na pessoa do Sr. Luiz Costa Magalhães Filho, comunicou a administração municipal sobre o fato e o setor municipal de obras prontificou-se a verificar e corrigir o problema.

Em 12 de setembro houve um retorno ao local onde percebeu-se que havia acontecido uma limpeza  no local, porém os vazamentos continuavam.

Após a visita, houve uma denúncia durante a sessão ordinária da Câmara de Vereadores, da parte do vereador Junior Belonci, manifestando publicamente o problema e cobrando soluções por parte da administração municipal.

No dia 18 uma nova vistoria ocorreu e desta vez estavam presentes o Sr. Luiz, da Vigilância Sanitária, o Sr. Sebastião Serra, Diretor de Saúde, e os vereadores Juninho Belonci e João Batista da Silva, representantes do poder legislativo.

Imagens feitas no sábado (28) pela equipe de reportagem – Imagens: Califórnia FM

Segundo a equipe, os problemas haviam piorado, as rachaduras nas canaletas pluviais haviam aumentado, provocando maior escoamento de dejetos no rio.

A secretaria de obras enviou mais uma vez a equipe ao local, e desta vez com uma medida paliativa, redirecionou a água das canaletas para outro compartimento dentro da estação, utilizando-se de uma tubulação improvisada e fixada por pedras que bombeava o esgoto do vazamento novamente para o tanque principal.

Imagem feita no sábado onde a espuma era densa e perceptível – Imagem: Antonio C.M. Ferreira – Califórnia FM 

Ainda segundo a equipe que fiscalizou o local, a estação de tratamento, que custou milhões de reais aos cofres públicos, e que já está em funcionamento, não estava fazendo a função de tratar o esgoto da cidade e as piscinas de tratamento estavam vazias.

Ainda, segundo os denunciantes, não havia no local um fator fundamental no processo de tratamento, que é um lago onde o esgoto tratado é devolvido em forma de água à natureza.

Naquela matéria, em 19 de Setembro, “a posição da administração municipal é que a obra foi entregue pela empresa contratada em condições normais de funcionamento e logo após, iniciou-se o tratamento do esgoto. Assim que receberam o aviso do vazamento, imediatamente as providências foram tomadas para resolução do problema”. Essa informação foi dada pelo Sr. Antônio Marcos Santiago, diretor de habitação e desenvolvimento. Ele reforçou que até a manhã da sexta-feira (20/9) todas as providências seriam tomadas.

NOVA VISITA AO LOCAL

Nossa equipe voltou ao local no último sábado (28) e constatou que o problema do vazamento havia sido resolvido, porém, diagnosticamos um problema ainda pior.

Parte do esgoto estava sendo despejado no córrego, ao lado da estação e a seguir, através deste córrego, descia para o Rio Jacucaca.

O líquido de cor acinzentada, quase preta, descia pela tubulação e caia neste córrego. Junto ao líquido estranho havia uma espuma branca, em grande quantidade, que estava se acumulando onde a água suja era despejada, oriunda da Estação.

O córrego que margeia a Estação estava bem acinzentada no sábado (28) – Imagem: Antonio C.M. Ferreira – Califórnia FM 

O odor, tanto no córrego como no Rio Jacucaca, era muito forte às margens da estação, o que aparentava que o despejo não era de um esgoto tratado e sim, de um produto altamente poluente que estava sendo desaguado no Rio Jacucaca.

Obtivemos informações de que o tratamento feito no local é químico, dispensando o uso das piscinas neste início e não usando um lago como disseram alguns, onde fosse despejado o esgoto tratado, com peixes, para depois ser despejado no rio.

Nossa reportagem fez contatos com o Iapar e com a Polícia Ambiental para saber mais informações à respeito.

 

EXPLICAÇÃO DA SANEPAR

Nesta segunda-feira (30), entramos em contato com a Sanepar, através da sua Assessoria de Imprensa, em Curitiba, Pr, e a resposta enviada pela Sanepar foi a seguinte:

“Nota Sanepar

A Sanepar informa que realizou algumas adequações e obras para colocar em operação a Estação de Tratamento de Califórnia. A Estação já está em funcionamento, com o efluente (esgoto tratado) dentro dos padrões de qualidade exigido pelo órgão ambiental, o que significa que não há contaminação ou poluição.

Entretanto, de acordo com a equipe técnica, são necessários entre 6 e 8 meses para que o efluente tenha um aspecto visual mais límpido. Este processo é gradativo para a formação do manto, com tratamento chegando na eficácia total.

Os moradores da região já podem perceber que nos últimos dias a água já está com aspecto mais claro”.

 

NOSSA REPORTAGEM VOLTOU AO LOCAL

Nesta terça-feira (1º), a Sanepar nos enviou um vídeo mostrando a condição da água no dia, já límpida.

            Essa era a condição da água do rio hoje (1º) conforme conferimos no local                      Imagem: Antonio C.M. Ferreira – Califórnia FM 

Nós fomos até o local para conferir se aquela era a real situação e se o vazamento no córrego foi solucionado. O córrego lateral já não recebia mais a água da estação, porém, o despejo no Rio Jacucaca passou a ocorrer através de uma tubulação recém-construída.

Fomos informados que o tratamento químico, leva de 6 a 8 meses para se tornar eficaz e enviar somente a água límpida para o rio. Também, que entre a água que era despejada e a que esta sendo despejada agora, já pode ser observada uma diferença.

Porém, nos primeiros meses será assim sendo, posteriormente e gradativamente adequada, pelo próprio tratamento químico, para que perca a sua tonalidade de coloração.

Recomenda-se que os moradores que estejam no trajeto inicial do rio, logo após a Estação, que não usem a água para tomar banho ou para beber nesse período compreendido na informação. Para a agricultura e para os animais está em condição de uso, segundo informações recebidas.

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