No último dia 05 a Vigilância Sanitária de Califórnia recebeu uma denúncia de um morador retratando uma anomalia na água do rio Jacucaca, em Califórnia.

Imediatamente houve uma averiguação no local onde constatou-se a presença de dejetos e líquidos de cheiro forte na água do rio, que fica próximo à Estação de Tratamento de Esgoto (E.T.E.) , obra recém construída com recursos federais da FUNASA.

De posse desta informação a vigilância sanitária, na pessoa do Sr. Luiz Costa Magalhães Filho, comunicou a administração municipal sobre o fato e setor municipal de obras prontificou-se a verificar e corrigir o problema.

No dia 12 de setembro houve um retorno ao local onde verificou-se que havia acontecido uma limpeza  no local, porém os vazamentos continuavam, conforme as imagens:

Após a visita, houve uma denúncia durante a sessão ordinária da câmara de vereadores, da parte do vereador Juninho, manifestando publicamente o problema e cobrando soluções por parte da administração municipal.

No dia 18 houve nova vistoria, desta vez estavam presentes o Sr. Luiz, da Vigiância Sanitária, o Sr. Sebastião Serra, Diretor de Saúde, e os vereadores Juninho Belonci e João Firmino, representantes do poder legislativo.

Segundo a equipe, os problemas haviam piorado, as rachaduras nas canaletas pluviais haviam aumentado, provocando maior escoamento de dejetos no rio. As fotos abaixo revelam grande quantidade de dejetos e fezes na água, inclusive provindas de uma tubulação cujo início é desconhecido.

A secretaria de obras enviou mais uma vez a equipe ao local, e desta vez com uma medida paliativa, redirecionou a água das canaletas para outro compartimento dentro da estação, utilizando-se de uma tubulação improvisada e fixada por pedras.

Ainda segundo a equipe que fiscalizou o local, a estação de tratamento, que custou milhões de reais aos cofres públicos, e que já está em funcionamento, não está fazendo a função de tratar o esgoto da cidade, as piscinas de tratamento estão vazias, como se vê na imagem abaixo:

Ainda, segundo os denunciantes, não há no local um fator fundamental no processo de tratamento, que é um lago onde o esgoto tratado é devolvido em forma de água à natureza.

“Saliento que este rio não é a base de abastecimento do município, porém um grande número de pessoas vivem em torno e utilizam-se da água do rio, além da fauna e flora naturais do ambiente.” Declara o técnico em vigilância sanitária. O Diretor de Saúde, Sebastião Serra complementa: “A canaleta é para o escoamento de água de chuva, não deve conter dejetos de esgoto.”

A posição da administração, segundo o diretor de habitação e desenvolvimento, Antônio Marcos Santiago, a obra foi entregue pela empresa contratada em condições normais de funcionamento e logo após, iniciou-se o tratamento do esgoto. Assim que recebeu-se o aviso do vazamento, imediatamente as providências foram tomadas para resolução do problema.

Antônio Marcos reforça ainda que já foram encontrados os locais de vazamentos, que já estão trabalhando no local e que até a manhã desta sexta (20/09) todas as providências serão tomadas.

“Este vazamento realmente foi até o rio e assim que a prefeitura teve conhecimento do fato, foram tomadas todas as providências junto à SANEPAR e a empresa, que está tomando as providências. Quanto á fiscalização cabe ao IAP fazer uma pesquisa se esta água está realmente poluída fora dos níveis de aceitação e tomar as providências”, relata Antônio Marcos.

Sobre a acusação de que a estação não está em pleno funcionamento, Santiago declara que a obra está em início e houve vazamento antes da SANEPAR iniciar o tratamento corretamente, o tratamento está em caráter provisório.

Nossa reportagem entrou em contato com a SANEPAR, através da assessoria de imprensa, e a empresa declara que a E.T.E. é uma obra da prefeitura e esta por sua vez contratou uma empresa para efetuar a construção, e salienta que a prefeitura é a responsável pela obra.

“Já foi feita uma intervenção na estação para evitar que o esgoto vá ao rio e a prefeitura e a empreiteira estão resolvendo. A SANEPAR está ajudando a solucionar o problema”, declara Karina, Assessora de Imprensa da SANEPAR.

 

 

 

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